Cansada, dor no ombro que vai e vem, tensão no pescoço, sono grande... aliás, GIGANTE. Só não é maior que a paz que estou exalando, uma felicidade radiante que sai de mim involuntariamente. Vez por outra me escapa aquele sorriso bobo... como é bom!
Sinto vontade de respirar fundo, como se essa felicidade estivesse concentrada no meu peito em forma de cápsula, de maneira que o ar, ao por ela passar, carregasse partículas de momentos vividos, e me relembrasse os acontecimentos que me levaram a esse estado de "embriaguez paixonítica".
Ao receber a ligação mais esperada do dia, se forma um "micro-clima" dentro daquele universo estranho, embora cotidiano..
Me fechei no meu mundo, no meu oasis, no meu aconchego dos sentimentos erupcionados.
Expor idéias..não por moda, mas por necessidade. Desejo de dentro, de um tempo para traduzirmos o que sentimos, uma oportunidade de lavar a alma com as palavras que o coração e a razão pactuam secretamente.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Bonito-PE
Na gélida corrente que passava
senti um frio de arrepio, a pele ouriçada
Ao som da natureza e com o frio que cala
Emergi meu corpo nesse leito
desse jeito
o meu peito
no leito
aproveito
Quero calma
para a alma
vou na valsa
Na água negra
um véu de seda
brilha à luz acesa
Penso
nado
faço caso
lembro cada fato
Me aperta o coração...
sinto a vibração
Com os ouvidos submersos
ouço carros
faço versos
Apenas mais..e sempre mais
Sinto e vejo que me entrego.
senti um frio de arrepio, a pele ouriçada
Ao som da natureza e com o frio que cala
Emergi meu corpo nesse leito
desse jeito
o meu peito
no leito
aproveito
Quero calma
para a alma
vou na valsa
Na água negra
um véu de seda
brilha à luz acesa
Penso
nado
faço caso
lembro cada fato
Me aperta o coração...
sinto a vibração
Com os ouvidos submersos
ouço carros
faço versos
Apenas mais..e sempre mais
Sinto e vejo que me entrego.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A primeira dança
Aquela não era, desde o início, pra ser uma dança qualquer.
A música embalou antes mesmo que alguma das partes se desse conta.
Envolveu, seduziu e conduziu ao inesperado.
A faísca tímida da intenção, ainda subconsciente, era lançada como dardos a 20 metros de distância do alvo, ainda sem metas ou dimensão do seu alcance...
Mas converteu-se em munição pesada
e a sinfonia tomou nova cara
deixando de lado o despropositado bolero
para vestir a atitude do tango, que tempero.
E no sabor do novo ritmo
Outro olhar, sereno e íntimo
Como em todo espetáculo vivido, intenso e sentido
Outros elementos integram a trama e formam o drama;
mas também trazem o perigo que provoca, acende a chama.
E esse contexto eleva ao clima
Atitude instintiva e impulsiva
O tango abre espaço e o Zouk se aproxima.
Tão alucinante e sensual, que embaça a vista.
Armadilha que nos prende à pista, sutil ironia:
Abriu novas portas justo quando impediu a saída.
Voyers com suas sirenes, beirando a fresta
Tanto olharam e intimidaram que acabaram a nossa festa.
Só que o fim daquela dança não haveria de ser Adeus,
Mas um breve até logo de quem por dentro ardeu.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Surrealité
Palavras soltas, visões sem foco
paro e reparo..
Afinal, olho o nada..e não é tarefa fácil!
Concentrar em um ponto neutro, transformar o que é fundo em figura..embaçar vista e sentir os olhos movendo-se para algum lugar desconhecido dentro do turbilhão que se forma na minha frente..ou dentro de mim?!
Um quê da psicose vista em "Mente brilhante", mas não de teor genial..
Uma espécie de fuga dos elementos lidos tão claramente na rotina..
Uma busca do não ver..do não raciocinar
Simplesmente se entregar ao abastrair.
abs trair
a b str a ir
Afinal...pra quê seguir a regra sempre?
Para ver bem, é preciso fechar os olhos por alguns segundos..
Se nos colocamos no escuro, repentinamente, precisamos nos cegar ainda mais pra ver o que parecia completo breu tomar forma pouco a pouco..
É esse "ajustar" dos olhos que me leva ao pensar em nada...e me calibra a mente exatamente quando pareço estar delirando!
Em pensar que tudo isso teve base na minha oitava série..
René Magritte, esse é o cara que me levou ao encantamento da arte surrealista.
Querendo ganhar uns trocados, aceitei fazer uma resumo de um livro sobre ele, para alguém que cursara Artes Plásticas na universidade.
Aquele linguajar me parecia algo complicado, mas as imagens...ah...me encantavam..
Então me vi dentro daquela lógica de coisas incrível e lindamente ilógicas..
Sonho e realidade justapostas em um plano de cores e formas que inquietam, mas alegram
Irreverentes situações, contrastantes, ou não?!
Arte e vida...atrevida!
Aqui, ontem, macarrão?!
Agora entendo as brincadeiras do meu pai:
"- que horas são?
- pesa 3 kg
-deve ser porque é flexível
-e se não fosse fruto do mar?
-óbvio, é naftalina"
Como é bom divagar nas águas de Dalí antes de voltar a atracar no meu cotidiano tão normal..
paro e reparo..
Afinal, olho o nada..e não é tarefa fácil!
Concentrar em um ponto neutro, transformar o que é fundo em figura..embaçar vista e sentir os olhos movendo-se para algum lugar desconhecido dentro do turbilhão que se forma na minha frente..ou dentro de mim?!
Um quê da psicose vista em "Mente brilhante", mas não de teor genial..
Uma espécie de fuga dos elementos lidos tão claramente na rotina..
Uma busca do não ver..do não raciocinar
Simplesmente se entregar ao abastrair.
abs trair
a b str a ir
Afinal...pra quê seguir a regra sempre?
Para ver bem, é preciso fechar os olhos por alguns segundos..
Se nos colocamos no escuro, repentinamente, precisamos nos cegar ainda mais pra ver o que parecia completo breu tomar forma pouco a pouco..
É esse "ajustar" dos olhos que me leva ao pensar em nada...e me calibra a mente exatamente quando pareço estar delirando!
Em pensar que tudo isso teve base na minha oitava série..
René Magritte, esse é o cara que me levou ao encantamento da arte surrealista.
Querendo ganhar uns trocados, aceitei fazer uma resumo de um livro sobre ele, para alguém que cursara Artes Plásticas na universidade.
Aquele linguajar me parecia algo complicado, mas as imagens...ah...me encantavam..
Então me vi dentro daquela lógica de coisas incrível e lindamente ilógicas..
Sonho e realidade justapostas em um plano de cores e formas que inquietam, mas alegram
Irreverentes situações, contrastantes, ou não?!
Arte e vida...atrevida!
Aqui, ontem, macarrão?!
Agora entendo as brincadeiras do meu pai:
"- que horas são?
- pesa 3 kg
-deve ser porque é flexível
-e se não fosse fruto do mar?
-óbvio, é naftalina"
Como é bom divagar nas águas de Dalí antes de voltar a atracar no meu cotidiano tão normal..
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Pingos de humanidade
Uns pingos..
espera, são pingos?
De fato! Ainda tímidos, mas já se lançando ao parabrisas. Anunciava uma chuva indecisa, daquelas que não sabem se vão ou se ficam, se derretem ou carregam sozinhas o peso que incorporam.
Olhos atentos, já que carros altos à frente limitam a visão.
Cadê? Será?
Sim, sim!! Há pedestres esperando alguém parar para então avançar.
Nossa, que alegria boba, mas verdadeira a que sinto de um gesto tão pequeno.
Com os transeuntes, prioridade total. Mas os carros...ah, motos...quase pragas que dominaram o espaço viário.
Não têm o meu respeito aqueles que não sabem ser humildes e esperar a vez ou o favor.
Mas um, hoje, foi especial. Parecia ter se perdido, ou mudado de rota subtamente. Então avançou a primeira, a segunda faixa.. até que resolvi lhe ceder o espaço à minha frente. Uma buzinada de agradecimento e meu sorriso instantâneo!
Após a conversão, semáforo fechado. Então paro e penso no ocorrido, em como seria saudável um trânsito com mais motoristas exemplares como aquele diante de mim.
Meus pensamentos foram longe...
foram,
interrompidos
Sirene?
Pelo retrovisor confirmo: sirene! Ambulância..
Rápido, liberar o espaço central.
Juntei meu carro o máximo que pude do meio fio super alto do canteiro central, e medi a distância do carro ao lado, para me certificar que seria o suficiente para a passagem do veículo com prioridade.
Então sinto como uma imagem cinematográfica, que surpreendentemente me pulsou mais forte o peito:
Quase em sincronia, os carros todos, populares, importados, limpos ou sujos, de motoristas educados ou imprudentes...todos abrindo passagem para aquele que transportava alguma vida em risco.
Pingos..
Sério?
Sim..Pingos que se desprenderam timidamente dos meus olhos..
espera, são pingos?
De fato! Ainda tímidos, mas já se lançando ao parabrisas. Anunciava uma chuva indecisa, daquelas que não sabem se vão ou se ficam, se derretem ou carregam sozinhas o peso que incorporam.
Olhos atentos, já que carros altos à frente limitam a visão.
Cadê? Será?
Sim, sim!! Há pedestres esperando alguém parar para então avançar.
Nossa, que alegria boba, mas verdadeira a que sinto de um gesto tão pequeno.
Com os transeuntes, prioridade total. Mas os carros...ah, motos...quase pragas que dominaram o espaço viário.
Não têm o meu respeito aqueles que não sabem ser humildes e esperar a vez ou o favor.
Mas um, hoje, foi especial. Parecia ter se perdido, ou mudado de rota subtamente. Então avançou a primeira, a segunda faixa.. até que resolvi lhe ceder o espaço à minha frente. Uma buzinada de agradecimento e meu sorriso instantâneo!
Após a conversão, semáforo fechado. Então paro e penso no ocorrido, em como seria saudável um trânsito com mais motoristas exemplares como aquele diante de mim.
Meus pensamentos foram longe...
foram,
interrompidos
Sirene?
Pelo retrovisor confirmo: sirene! Ambulância..
Rápido, liberar o espaço central.
Juntei meu carro o máximo que pude do meio fio super alto do canteiro central, e medi a distância do carro ao lado, para me certificar que seria o suficiente para a passagem do veículo com prioridade.
Então sinto como uma imagem cinematográfica, que surpreendentemente me pulsou mais forte o peito:
Quase em sincronia, os carros todos, populares, importados, limpos ou sujos, de motoristas educados ou imprudentes...todos abrindo passagem para aquele que transportava alguma vida em risco.
Pingos..
Sério?
Sim..Pingos que se desprenderam timidamente dos meus olhos..
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Sinto, Tenho, Dor e amor
Sinto em mim de um tudo
me revolto com facilidade, perco a paciência, queimo meu pavil curto
me apaixono pelas possibilidades, me envolvo com ansiedade, me debruço
Tenho em mim de um tudo
amor, carinho, doação
rancor, exigência, frustração
Ilusão, por quê andas comigo de mão?
Para bem ou para mal, me etrego aos mares paixão e aos rios de lágrimas
me arrisco
Fazer o quê?!
É meu vício!
Cultivo minha plantação com a dedicação de um agricultor
Mas se preciso for
Adentro na mata como um caçador
Em busca de uma dor..
Uma? Não, de quantas for...
Para satisfazer a minha carência de amor.
me revolto com facilidade, perco a paciência, queimo meu pavil curto
me apaixono pelas possibilidades, me envolvo com ansiedade, me debruço
Tenho em mim de um tudo
amor, carinho, doação
rancor, exigência, frustração
Ilusão, por quê andas comigo de mão?
Para bem ou para mal, me etrego aos mares paixão e aos rios de lágrimas
me arrisco
Fazer o quê?!
É meu vício!
Cultivo minha plantação com a dedicação de um agricultor
Mas se preciso for
Adentro na mata como um caçador
Em busca de uma dor..
Uma? Não, de quantas for...
Para satisfazer a minha carência de amor.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Trabalho
O trabalho dignifica o homem, mas só liberta quando nele se pode/consegue pensar além das barreiras da produção e das metas; quando se usufrui do objetivo e do subjetivo, concomitantemente..
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